Dos dias que deixamos correr…
Quase sempre falamos da
Quase sempre falamos da
alegria da vida,
como se a tristeza não existisse,
como se a dor
como se a tristeza não existisse,
como se a dor
fosse sempre passageira,
e por vezes,
e por vezes,
assumimos até a mentira,
como se fosse a realidade
como se fosse a realidade
verdadeira.
Não somos preparados
para a dura realidade,
desde o ventre
desde o ventre
somos preservados,
e até o mais abandonado,
encontra sempre um que diz:
oh! coitado.
e até o mais abandonado,
encontra sempre um que diz:
oh! coitado.
E assim seguimos a vida,
acreditando no
acreditando no
que desejamos acreditar…
Quando crianças,
a fada dos dentes,
o “homem do saco”
o “homem do saco”
e Noel com seus presentes.
Vamos crescendo
cercados de ilusão,
deixamos brotar o
deixamos brotar o
amor ou ódio,
tudo dependendo
tudo dependendo
da ocasião.
Ás vezes sem
nenhum motivo,
vivemos quase que
vivemos quase que
sem razão.
Eis que a Vida,
sábia professora,
nem sempre tão alegre
nem sempre tão alegre
e nem tão sutil,
vem com uma dura lição,
que nos faz perder o chão,
é o amor que nos magoa,
a morte que nos leva alguém,
a doença que nos incapacita,
a fé que não move nem areia,
que dirá montanhas…
vem com uma dura lição,
que nos faz perder o chão,
é o amor que nos magoa,
a morte que nos leva alguém,
a doença que nos incapacita,
a fé que não move nem areia,
que dirá montanhas…
Então sofremos,
não cremos.
Choramos,
Choramos,
não nos consolamos.
Lamentamos,
Lamentamos,
não nos aceitamos.
Ficamos cegos,
Ficamos cegos,
blindados em nossas crenças.
Até que um dia,
trocamos a dor pelo amor,
o medo pela sede de aprender,
a descrença pela fé racional,
então,
o medo pela sede de aprender,
a descrença pela fé racional,
então,
já não esperamos mais,
nos tornamos senhores
nos tornamos senhores
do nosso destino,
deixamos de ser vítimas,
deixamos de ser vítimas,
largamos o menino,
crescemos e nos
crescemos e nos
tornamos realizadores.
Os vencedores se
formam assim,
na certeza de que
na certeza de que
nenhuma dor é maior
que a nossa
capacidade de lutar.
Que tudo
pode ser transformado,
que nenhum sonho é impossível,
até que seja tentado e
que nenhum sonho é impossível,
até que seja tentado e
testado muitas vezes.
E é assim,
que vencemos até a morte,
perpetuando nossa lembrança,
perpetuando nossa lembrança,
que é muito forte,
na eternidade do tempo,
na eternidade do tempo,
que no fundo, no fundo,
é uma eterna criança,
é uma eterna criança,
perdida no mundo.
Acredite em você!
Não se abata,
nem se deixe desanimar.
Ainda há nas mãos,
Ainda há nas mãos,
dedos e força,
capazes de transformar,
capazes de transformar,
desde que você ouça,
o conselho que o próprio tempo
o conselho que o próprio tempo
vem lhe dar:
- Nunca deixe de lutar!
Eu acredito em você
TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
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